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Líderes da Aliança Atlântica reafirmam a unidade transatlântica

Na “Reunião Especial” dos Chefes de Estado e de Governo de 25 de maio, a NATO envia uma clara mensagem de unidade e solidariedade dos dois lados do Atlântico.

Tal como previsto na Cimeira de Varsóvia, a Aliança volta agora a reunir ao mais alto nível, nas novas instalações do Quartel-General, marcando oficialmente a transferência do edifício do Estado Belga para a NATO. A arquitectura do novo QG da NATO, significando dedos entrecruzados, simboliza a unidade e cooperação entre os países Aliados.

A cerimónia de 25 de maio inclui igualmente uma componente particularmente emblemática: a inauguração de dois memoriais, dedicados ao Muro de Berlim e ao 11 de Setembro/Artigo 5º, simbolizando dois valores essenciais da Aliança Atlântica – liberdade e solidariedade.

Da agenda da reunião dos Chefes de Estado e de Governo, destacam-se dois temas principais: a partilha de encargos (“burden-sharing”) e o papel da Aliança no combate ao terrorismo.

De modo a dar resposta aos crescentes e complexos desafios de segurança, os Aliados são confrontados com a necessidade de contribuir de forma acrescida, e mais equilibrada, para os objectivos e missões essenciais da Aliança, honrando os compromissos assumidos na Cimeira de Gales em 2014. Além da reafirmação das metas então definidas (no sentido de caminhar, no prazo de 10 anos, para 2% do PIB em gastos de defesa, prevendo 20% dos mesmos em investimento, incluindo equipamentos, investigação e desenvolvimento), os Aliados deverão passar a indicar de que forma serão implementados aqueles compromissos, nomeadamente através do desenvolvimento de planos nacionais. Esses planos nacionais deverão incluir informação sobre três elementos essenciais (sintetizados no jargão NATO em “cash, capabilities and contributions”): os passos em direcção aos 2%/20%; uma indicação sobre os investimentos em objectivos de capacidades e as contribuições para as missões e operações NATO e outros empenhamentos.

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Relativamente ao combate ao terrorismo, destaca-se a aprovação, pelos Chefes de Estado e de Governo, de um Plano de Acção prevendo o reforço do papel da NATO neste domínio. Além do apoio acrescido em matéria de treino e capacitação de defesa de países parceiros, nomeadamente no Norte de África e Médio Oriente, destaca-se também o reforço na partilha de informações e o desenvolvimento do novo Hub para o Sul, estabelecido no Comando Conjunto de Nápoles. A adesão da NATO à Coligação Internacional de combate ao Daesh, figura igualmente entre as medidas mais emblemáticas resultantes desta reunião de Alto Nível.

De referir ainda a presença do Montenegro nesta “Reunião Especial”, cujo processo de adesão está praticamente concluído, devendo tornar-se muito brevemente o 29º Aliado da NATO.

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